Ir direto para o conteúdo
IntegraRARAS
Aa Acessibilidade

Ajuste sua leitura

Entrar
Doenças

Pé Torto Congênito Vertical Bilateral

Sobre a doença

# Pé Torto Congênito Vertical Bilateral

O Pé Torto Congênito Vertical Bilateral é uma deformidade rara do pé presente ao nascimento, caracterizada pela posição rígida do pé com a sola voltada para cima, dificultando o apoio normal e a marcha.

## Visão Geral

Em um pé normal, os ossos se articulam de forma que o pé possa se flexionar e apoiar adequadamente no chão. No Pé Torto Congênito Vertical, o tálus (osso do tornozelo) está fixo em uma posição vertical, impedindo a articulação correta com os outros ossos do pé. Isso resulta em um pé rígido e deformado, com a sola voltada para cima. A condição afeta a capacidade de andar e participar de atividades cotidianas. **Sinônimos**: Pé em Mata-Borão, Pé Rocado Congênito.

## Causas e Mecanismos

A causa exata do Pé Torto Congênito Vertical Bilateral nem sempre é clara. Em alguns casos, está associado a síndromes genéticas, como a trissomia do cromossomo 18 (Síndrome de Edwards) ou a artrogripose múltipla congênita. Em outros casos, pode ocorrer de forma isolada, sem uma causa identificável. Acredita-se que fatores genéticos e ambientais possam desempenhar um papel no desenvolvimento da condição. A falha na formação adequada das articulações do pé durante o desenvolvimento fetal leva à fixação do tálus e à deformidade característica.

## Sinais e Sintomas

Os principais sinais e sintomas incluem:

* **Pé rígido:** O pé não pode ser flexionado para uma posição normal.
* **Sola voltada para cima:** A sola do pé está virada para cima, mesmo quando a pessoa está em pé.
* **Proeminência da cabeça do tálus:** A cabeça do tálus pode ser sentida na sola do pé.
* **Dificuldade para andar:** A deformidade dificulta o apoio normal e a marcha.
* **Deformidade visível:** A aparência do pé é claramente anormal.

## Diagnóstico

O diagnóstico geralmente é feito por um ortopedista pediátrico através de:

* **Exame físico:** Avaliação da aparência e da mobilidade do pé.
* **Histórico clínico:** Investigação de histórico familiar e outras condições médicas.
* **Radiografias:** Exames de imagem para visualizar a estrutura óssea do pé e confirmar a posição vertical do tálus. As radiografias são o padrão-ouro, pois permitem visualizar a relação entre os ossos do pé e confirmar a deformidade.

## Tratamento e Acompanhamento

O tratamento visa corrigir a deformidade e permitir que a criança ande o mais normalmente possível. As opções incluem:

* **Método de Ponseti:** Aplicação seriada de gessos para gradualmente corrigir a posição do pé.
* **Cirurgia:** Em casos mais graves ou quando o método de Ponseti não é suficiente, a cirurgia pode ser necessária para realinhar os ossos do pé.
* **Fisioterapia:** Exercícios para fortalecer os músculos do pé e tornozelo e melhorar a mobilidade.
* **Órteses:** Uso de dispositivos para manter a correção alcançada e prevenir a recorrência da deformidade.

O acompanhamento regular com o ortopedista pediátrico é essencial para monitorar o progresso do tratamento e ajustar as intervenções conforme necessário. É importante notar que a correção completa pode não ser possível em todos os casos, e algumas limitações na mobilidade podem persistir.

## Qualidade de Vida e Apoio

Adaptações no calçado e no ambiente podem facilitar a vida diária. É importante buscar apoio emocional para lidar com os desafios da condição. Grupos de apoio podem oferecer informações e conectar famílias que enfrentam situações semelhantes. O acesso a serviços de reabilitação e acompanhamento médico especializado é fundamental para otimizar a qualidade de vida.

## Pontos-Chave

* O Pé Torto Congênito Vertical Bilateral é uma deformidade rara do pé presente ao nascimento.
* O diagnóstico é feito através de exame físico e radiografias.
* O tratamento pode envolver gessos seriados, cirurgia, fisioterapia e órteses.
* O acompanhamento regular com um ortopedista pediátrico é essencial.
* O apoio emocional e o acesso a serviços de reabilitação são importantes para otimizar a qualidade de vida.
* A correção completa pode não ser possível em todos os casos.

O que perguntar ao seu médico

  • Este diagnóstico é confirmado por exame ou é clínico?
  • Existe teste genético que confirme, e onde fazer?
  • Meus outros filhos ou parentes precisam ser investigados?
  • Qual especialista deve me acompanhar daqui em diante?
  • Existe tratamento específico, ou o cuidado é dos sintomas?
  • Tenho direito a algum medicamento pelo SUS?