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Doenças

Distrofia de Fuchs Endotelial, 7

Sobre a doença

# Distrofia de Fuchs Endotelial, 7

A Distrofia de Fuchs Endotelial, 7 (DFE7) é uma doença rara que afeta a córnea, a camada transparente na frente do olho. A doença causa a degeneração gradual das células endoteliais da córnea, levando ao inchaço e turvação da córnea, resultando em visão embaçada.

## Visão Geral

Normalmente, as células endoteliais da córnea mantêm a córnea clara bombeando o excesso de fluido para fora. Na DFE7, essas células morrem ou funcionam mal, permitindo que o fluido se acumule na córnea, causando inchaço (edema) e espessamento. Isso leva à formação de pequenas protuberâncias (guttae) na superfície interna da córnea. Com o tempo, a visão se torna embaçada e pode haver dor e sensibilidade à luz. A progressão da doença varia de pessoa para pessoa.

**Sinônimos**: FECD7, Locus Fcd4, Distrofia Corneal de Fuchs Endotelial de Início Tardio.

## Causas e Mecanismos

A DFE7 é geralmente causada por uma mutação genética. A mutação afeta a função das células endoteliais da córnea, resultando em sua degeneração. Em alguns casos, a causa exata da DFE7 não é conhecida, sendo considerada esporádica. Embora a genética desempenhe um papel importante, fatores ambientais e o envelhecimento também podem contribuir para o desenvolvimento e progressão da doença.

## Sinais e Sintomas

Os sinais e sintomas da DFE7 geralmente se desenvolvem lentamente ao longo do tempo. Alguns dos sintomas mais comuns incluem:

* **Visão embaçada:** Especialmente pela manhã, que melhora ao longo do dia.
* **Sensibilidade à luz (fotofobia):** A luz intensa pode causar desconforto.
* **Halos ao redor das luzes:** Visão de círculos luminosos ao redor de fontes de luz.
* **Dor ou sensação de areia nos olhos:** Em casos mais avançados.
* **Formação de bolhas na córnea:** Que podem romper e causar dor intensa.

## Diagnóstico

O diagnóstico da DFE7 geralmente envolve:

* **História clínica:** Avaliação dos sintomas e histórico familiar.
* **Exame físico:** Exame detalhado dos olhos, incluindo a córnea, utilizando um biomicroscópio (lâmpada de fenda).
* **Paquimetria:** Medição da espessura da córnea.
* **Microscopia especular:** Avaliação da densidade e forma das células endoteliais da córnea. Este é o exame padrão-ouro para diagnosticar DFE7, pois permite a visualização direta e contagem das células endoteliais.

## Tratamento e Acompanhamento

O tratamento da DFE7 visa aliviar os sintomas e retardar a progressão da doença. As opções incluem:

* **Gotas oftálmicas de solução salina hipertônica:** Para reduzir o inchaço da córnea.
* **Lentes de contato terapêuticas:** Para proteger a córnea e aliviar a dor.
* **Transplante de córnea:** Em casos mais graves, quando a visão está significativamente comprometida. O transplante de córnea pode ser parcial (DSAEK ou DMEK) ou total (PK).

O acompanhamento regular com um oftalmologista é essencial para monitorar a progressão da doença e ajustar o tratamento conforme necessário. Não existe cura para a DFE7, mas o tratamento pode ajudar a manter a visão e melhorar a qualidade de vida.

## Qualidade de Vida e Apoio

Conviver com a DFE7 pode ser desafiador, mas algumas dicas podem ajudar:

* **Utilize óculos de sol:** Para reduzir a sensibilidade à luz.
* **Mantenha um ambiente com boa iluminação:** Para facilitar a visão.
* **Ajuste o estilo de vida:** Evite atividades que causem fadiga ocular.
* **Procure apoio emocional:** Converse com familiares, amigos ou participe de grupos de apoio.
* **Alimentação:** Uma dieta rica em antioxidantes pode ser benéfica para a saúde ocular.

## Pontos-Chave

* A Distrofia de Fuchs Endotelial, 7 (DFE7) é uma doença rara que afeta a córnea.
* A doença causa a degeneração das células endoteliais da córnea, levando ao inchaço e visão embaçada.
* O diagnóstico é feito por meio de exame oftalmológico, incluindo microscopia especular.
* O tratamento visa aliviar os sintomas e retardar a progressão da doença.
* O transplante de córnea pode ser necessário em casos graves.
* O acompanhamento regular com um oftalmologista é fundamental.

O que perguntar ao seu médico

  • Este diagnóstico é confirmado por exame ou é clínico?
  • Existe teste genético que confirme, e onde fazer?
  • Meus outros filhos ou parentes precisam ser investigados?
  • Qual especialista deve me acompanhar daqui em diante?
  • Existe tratamento específico, ou o cuidado é dos sintomas?
  • Tenho direito a algum medicamento pelo SUS?