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Doenças

Síndrome Acropectoral

Sobre a doença

# Síndrome Acropectoral

A Síndrome Acropectoral é uma condição rara caracterizada por malformações nos membros distais (dedos das mãos e pés) e na parte superior do esterno. Afeta um número limitado de indivíduos e apresenta um padrão de herança autossômica dominante.

## Visão Geral

Normalmente, o desenvolvimento dos membros e do esterno ocorre de maneira precisa durante a gestação. Na Síndrome Acropectoral, esse processo é interrompido, levando a alterações como sindactilia (dedos fundidos), polidactilia pré-axial (dedos extras no lado do polegar ou hálux) e malformações esternais. Essas alterações podem impactar a função das mãos e pés, além de causar desconforto estético e, em alguns casos, problemas respiratórios leves relacionados à deformidade esternal.

**Sinônimos**: Síndrome ACRP, ACRPS, Síndrome de Dundar Acropectoral, síndrome acro-peitoral, síndrome sindactilia-polidactilia pré-axial-deformidade esternal.

## Causas e Mecanismos

A Síndrome Acropectoral é causada por uma mutação genética no cromossomo 7q36. Essa mutação afeta genes responsáveis pelo desenvolvimento normal dos membros e do esterno durante a embriogênese. A transmissão ocorre de forma autossômica dominante, o que significa que apenas uma cópia do gene mutado é suficiente para manifestar a síndrome. Se um dos pais possui a síndrome, há 50% de chance de transmiti-la para cada filho.

## Sinais e Sintomas

Os sinais e sintomas da Síndrome Acropectoral podem variar em gravidade, mas geralmente incluem:

* **Sindactilia:** Fusão dos dedos das mãos e/ou pés.
* **Polidactilia pré-axial:** Presença de dedos extras nas mãos e/ou pés, localizados no lado do polegar ou hálux.
* **Deformidades esternais:** Malformações na parte superior do esterno, como fendas ou protuberâncias.

## Diagnóstico

O diagnóstico da Síndrome Acropectoral geralmente é baseado na avaliação clínica, incluindo:

* **História clínica:** Avaliação do histórico familiar e dos sintomas apresentados pelo paciente.
* **Exame físico:** Identificação das malformações características nos membros e no esterno.
* **Exames genéticos:** Testes genéticos podem confirmar a presença da mutação no gene responsável pela síndrome.
* **Radiografias:** Podem ser usadas para avaliar a extensão das malformações ósseas.

## Tratamento e Acompanhamento

O tratamento da Síndrome Acropectoral é direcionado ao manejo dos sintomas e pode incluir:

* **Cirurgia:** Em alguns casos, a cirurgia pode ser necessária para separar os dedos fundidos (sindactilia) ou remover os dedos extras (polidactilia). A cirurgia para correção de deformidades esternais é menos comum e depende da gravidade.
* **Fisioterapia:** Pode ser útil para melhorar a função das mãos e dos pés após a cirurgia.
* **Acompanhamento médico regular:** Para monitorar o desenvolvimento e tratar quaisquer complicações que possam surgir.

Não existe cura para a Síndrome Acropectoral, e o tratamento visa melhorar a qualidade de vida do paciente.

## Qualidade de Vida e Apoio

Viver com a Síndrome Acropectoral pode apresentar desafios, mas existem maneiras de melhorar a qualidade de vida:

* **Adaptações:** Modificações no ambiente doméstico e no local de trabalho podem facilitar a realização de tarefas diárias.
* **Apoio emocional:** Buscar apoio psicológico e participar de grupos de apoio pode ajudar a lidar com os aspectos emocionais da síndrome.
* **Comunicação:** Conversar abertamente com a equipe médica e com familiares sobre as necessidades e preocupações é fundamental.

## Pontos-Chave

* A Síndrome Acropectoral é uma condição genética rara que afeta os membros e o esterno.
* É causada por uma mutação no cromossomo 7q36 e tem herança autossômica dominante.
* Os principais sintomas incluem sindactilia, polidactilia pré-axial e deformidades esternais.
* O diagnóstico é baseado na avaliação clínica e em exames genéticos.
* O tratamento é direcionado ao manejo dos sintomas e pode incluir cirurgia e fisioterapia.
* O acompanhamento médico regular e o apoio emocional são importantes para melhorar a qualidade de vida.

O que perguntar ao seu médico

  • Este diagnóstico é confirmado por exame ou é clínico?
  • Existe teste genético que confirme, e onde fazer?
  • Meus outros filhos ou parentes precisam ser investigados?
  • Qual especialista deve me acompanhar daqui em diante?
  • Existe tratamento específico, ou o cuidado é dos sintomas?
  • Tenho direito a algum medicamento pelo SUS?