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Doenças

Distrofia de Cones e Bastonetes 18

Sobre a doença

# Distrofia de Cones e Bastonetes 18

A Distrofia de Cones e Bastonetes 18 (CORD18) é uma doença rara e hereditária que afeta a retina, a camada sensível à luz na parte de trás do olho. Nesta condição, os cones (células responsáveis pela visão de cores e detalhes em ambientes claros) e os bastonetes (células responsáveis pela visão em ambientes com pouca luz) se degeneram progressivamente, levando à perda gradual da visão.

## Visão Geral
Em um olho saudável, cones e bastonetes trabalham em conjunto para permitir a visão nítida e colorida em diferentes níveis de iluminação. Na CORD18, uma mutação no gene *RAB28* interrompe a função normal dessas células, causando sua degeneração. Isso leva a dificuldades na visão central, sensibilidade à luz (fotofobia), problemas na percepção de cores e, eventualmente, diminuição da visão noturna e periférica. O impacto na vida cotidiana pode variar de leve a grave, afetando a capacidade de dirigir, ler, trabalhar e realizar outras atividades diárias.

**Sinônimos**: CORD18, Distrofia de Cones e Bastonetes RAB28, Distrofia de Cones e Bastonetes causada por mutação em RAB28, Distrofia de Cones e Bastonetes tipo 18.

## Causas e Mecanismos
A CORD18 é causada por mutações no gene *RAB28*. Este gene fornece instruções para a produção de uma proteína que desempenha um papel crucial no transporte de proteínas dentro das células da retina. Acredita-se que a proteína RAB28 seja importante para o funcionamento e a sobrevivência dos cones e bastonetes. Mutações no *RAB28* levam à produção de uma proteína defeituosa ou à ausência da proteína, o que interrompe o transporte celular normal e causa a degeneração das células da retina. A CORD18 é herdada de forma autossômica recessiva, o que significa que uma pessoa precisa herdar duas cópias mutadas do gene (uma de cada pai) para desenvolver a doença.

## Sinais e Sintomas
Os sintomas da CORD18 podem variar em gravidade e idade de início, mas geralmente incluem:

* **Diminuição da acuidade visual:** Dificuldade em ver detalhes finos, especialmente em ambientes claros.
* **Fotofobia:** Sensibilidade extrema à luz.
* **Discromatopsia:** Dificuldade em distinguir cores.
* **Nistagmo:** Movimentos involuntários e repetitivos dos olhos (em alguns casos).
* **Perda progressiva da visão:** A visão piora gradualmente ao longo do tempo, afetando tanto a visão central quanto a periférica.
* **Dificuldade de adaptação à escuridão:** Problemas em enxergar em ambientes com pouca luz ou ao passar de um ambiente claro para um escuro.

## Diagnóstico
O diagnóstico da CORD18 geralmente envolve uma combinação de:

* **História clínica e exame oftalmológico completo:** O médico irá perguntar sobre os sintomas, histórico familiar e realizar um exame detalhado dos olhos.
* **Testes de acuidade visual e percepção de cores:** Para avaliar a capacidade de enxergar detalhes e distinguir cores.
* **Eletroretinograma (ERG):** Mede a atividade elétrica das células da retina em resposta à luz, ajudando a identificar a disfunção dos cones e bastonetes. Este é considerado o exame padrão-ouro.
* **Tomografia de Coerência Óptica (OCT):** Fornece imagens detalhadas da estrutura da retina, permitindo identificar alterações nas camadas celulares.
* **Teste genético:** Confirma o diagnóstico ao identificar mutações no gene *RAB28*. É essencial para o diagnóstico definitivo.

## Tratamento e Acompanhamento
Atualmente, não existe cura para a CORD18. O tratamento se concentra em gerenciar os sintomas e maximizar a visão restante. As opções podem incluir:

* **Lentes corretivas:** Óculos ou lentes de contato para melhorar a acuidade visual.
* **Auxílios de baixa visão:** Dispositivos como lupas, telescópios e softwares de ampliação para ajudar na leitura e outras tarefas.
* **Proteção contra a luz:** Uso de óculos de sol e chapéus para reduzir a fotofobia.
* **Terapia ocupacional:** Para aprender a adaptar atividades diárias e usar auxílios para compensar a perda de visão.
* **Aconselhamento genético:** Para entender o risco de transmitir a doença para futuros filhos.

O acompanhamento regular com um oftalmologista é essencial para monitorar a progressão da doença e ajustar o tratamento conforme necessário.

## Qualidade de Vida e Apoio
Viver com CORD18 pode ser desafiador, mas existem maneiras de melhorar a qualidade de vida:

* **Adaptações em casa:** Melhorar a iluminação, remover obstáculos e usar cores contrastantes para facilitar a navegação.
* **Alimentação:** Não há evidências de que uma dieta específica possa curar ou retardar a progressão da CORD18, mas uma dieta equilibrada e rica em antioxidantes pode ser benéfica para a saúde ocular em geral.
* **Sono:** Garantir um sono adequado para reduzir o cansaço visual.
* **Apoio emocional:** Procurar aconselhamento ou terapia para lidar com o impacto emocional da perda de visão.
* **Grupos de apoio:** Conectar-se com outras pessoas que têm CORD18 ou outras condições de baixa visão para compartilhar experiências e obter apoio.
* **Direitos:** Informar-se sobre os direitos das pessoas com deficiência visual e os recursos disponíveis.

## Pontos-Chave
* A Distrofia de Cones e Bastonetes 18 (CORD18) é uma doença rara que causa a degeneração progressiva dos cones e bastonetes na retina.
* É causada por mutações no gene *RAB28* e é herdada de forma autossômica recessiva.
* Os sintomas incluem diminuição da acuidade visual, fotofobia, discromatopsia e perda progressiva da visão.
* O diagnóstico envolve exames oftalmológicos, eletroretinograma (ERG) e testes genéticos.
* Não há cura para a CORD18, mas o tratamento se concentra em gerenciar os sintomas e maximizar a visão restante.
* O apoio emocional, grupos de apoio e adaptações no estilo de vida podem melhorar a qualidade de vida.

O que perguntar ao seu médico

  • Este diagnóstico é confirmado por exame ou é clínico?
  • Existe teste genético que confirme, e onde fazer?
  • Meus outros filhos ou parentes precisam ser investigados?
  • Qual especialista deve me acompanhar daqui em diante?
  • Existe tratamento específico, ou o cuidado é dos sintomas?
  • Tenho direito a algum medicamento pelo SUS?