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Doenças

Distrofia Endotelial Congênita Hereditária da Córnea

Sobre a doença

# Distrofia Endotelial Congênita Hereditária da Córnea

A Distrofia Endotelial Congênita Hereditária da Córnea (DECHC) é uma doença rara que afeta a córnea, a camada transparente frontal do olho. Ela causa um aspecto turvo na córnea e um espessamento significativo desde o nascimento, levando a problemas de visão.

## Visão Geral

Normalmente, o endotélio da córnea mantém a córnea clara, bombeando o excesso de fluido. Na DECHC, essa função endotelial está comprometida desde o nascimento. O acúmulo de fluido causa o espessamento e a opacidade da córnea, prejudicando a visão. Isso pode afetar a capacidade de realizar tarefas cotidianas como ler, dirigir ou reconhecer rostos.

**Sinônimos**: CHED, CHED2, Distrofia Endotelial Congênita Hereditária Autossômica Recessiva, Distrofia Corneal Endotelial Congênita, Distrofia Corneal Endotelial.

## Causas e Mecanismos

A DECHC é causada por mutações genéticas que afetam o desenvolvimento e a função das células endoteliais da córnea. A forma mais comum é a autossômica recessiva, o que significa que a pessoa precisa herdar duas cópias do gene mutado (uma de cada pai) para desenvolver a doença.

A fisiopatologia envolve a disfunção das bombas iônicas no endotélio, responsáveis por manter o equilíbrio hídrico da córnea. Quando essas bombas não funcionam corretamente, o fluido se acumula no estroma corneal, causando edema e opacidade.

## Sinais e Sintomas

Os principais sinais e sintomas da DECHC incluem:

* **Opacidade da córnea:** A córnea apresenta uma aparência turva ou de "vidro moído".
* **Espessamento da córnea:** A córnea fica significativamente mais espessa do que o normal.
* **Nistagmo:** Movimentos involuntários e rápidos dos olhos.
* **Visão turva:** Dificuldade em enxergar com nitidez.
* **Fotofobia:** Sensibilidade à luz.

## Diagnóstico

O diagnóstico da DECHC geralmente envolve:

* **História clínica:** Avaliação dos sintomas e histórico familiar.
* **Exame físico:** Exame oftalmológico completo, incluindo a avaliação da córnea com um biomicroscópio (lâmpada de fenda).
* **Paquimetria:** Medição da espessura da córnea.
* **Microscopia especular:** Avaliação das células endoteliais da córnea. Este é frequentemente considerado o padrão-ouro, pois permite visualizar e quantificar as células endoteliais.
* **Testes genéticos:** Podem ser realizados para identificar mutações genéticas específicas.

## Tratamento e Acompanhamento

O tratamento da DECHC visa melhorar a visão e aliviar os sintomas. As opções podem incluir:

* **Transplante de córnea:** Em casos graves, um transplante de córnea pode ser necessário para substituir a córnea afetada por uma córnea saudável de um doador.
* **Lentes de contato:** Em alguns casos, lentes de contato podem ajudar a melhorar a visão.
* **Colírios hipertônicos:** Podem ajudar a reduzir o edema da córnea.

O acompanhamento regular com um oftalmologista é essencial para monitorar a progressão da doença e ajustar o tratamento conforme necessário.

## Qualidade de Vida e Apoio

Viver com DECHC pode apresentar desafios, mas existem maneiras de melhorar a qualidade de vida:

* **Adaptação visual:** Usar iluminação adequada, lupas e outros dispositivos de auxílio visual.
* **Apoio emocional:** Buscar apoio de familiares, amigos ou grupos de apoio.
* **Informação:** Aprender o máximo possível sobre a doença para tomar decisões informadas sobre o tratamento.
* **Cuidados com a visão:** Proteger os olhos da luz solar forte e evitar o tabagismo.

## Pontos-Chave

* A DECHC é uma doença rara que afeta a córnea desde o nascimento, causando opacidade e espessamento.
* A doença é causada por mutações genéticas que afetam a função das células endoteliais da córnea.
* Os sintomas incluem opacidade da córnea, visão turva e nistagmo.
* O diagnóstico é feito por meio de exame oftalmológico e testes específicos, como microscopia especular.
* O tratamento pode envolver transplante de córnea, lentes de contato ou colírios.
* O acompanhamento regular com um oftalmologista é essencial para monitorar a progressão da doença.

O que perguntar ao seu médico

  • Este diagnóstico é confirmado por exame ou é clínico?
  • Existe teste genético que confirme, e onde fazer?
  • Meus outros filhos ou parentes precisam ser investigados?
  • Qual especialista deve me acompanhar daqui em diante?
  • Existe tratamento específico, ou o cuidado é dos sintomas?
  • Tenho direito a algum medicamento pelo SUS?