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Doenças

Paraplegia Espástica Hereditária 77

Em palavras simples

A Paraplegia Espástica Hereditária 77 (PEH77) é uma doença rara de origem genética que afeta a medula espinhal, resultando em rigidez e fraqueza progressivas nas pernas. Causada por mutações no gene FARS2, que compromete a função mitocondrial, a condição impacta a comunicação entre os neurônios motores. Os sintomas incluem espasticidade, dificuldades na marcha, atraso no desenvolvimento motor e, por vezes, manifestações neurológicas adicionais. Não existe cura, sendo o tratamento focado no alívio dos sintomas por meio de fisioterapia, terapia ocupacional e suporte multidisciplinar para melhorar a qualidade de vida.

Sobre a doença

# Paraplegia Espástica Hereditária 77

A Paraplegia Espástica Hereditária 77 (PEH77) é uma doença rara que afeta principalmente a medula espinhal. Ela causa rigidez e fraqueza progressivas nas pernas, dificultando a mobilidade.

## Visão Geral

Em condições normais, os neurônios motores superiores do cérebro enviam sinais para os neurônios motores inferiores na medula espinhal, que por sua vez controlam os músculos das pernas. Na PEH77, essa comunicação é interrompida, levando à espasticidade (rigidez) e fraqueza muscular. Isso impacta significativamente a capacidade de caminhar, correr e realizar outras atividades diárias.

**Sinônimos**: PEH77 ligada a FARS2, paraplegia espástica autossômica recessiva 77, paraplegia espástica tipo 77 autossômica recessiva, paraplegia espástica hereditária causada por mutação em FARS2, paraplegia espástica tipo 77 hereditária, paraplegia espástica 77 autossômica recessiva.

## Causas e Mecanismos

A PEH77 é causada por mutações no gene *FARS2*, que fornece instruções para produzir uma enzima essencial para a síntese de proteínas nas mitocôndrias (as "centrais de energia" das células). Essas mutações levam à produção de uma enzima defeituosa ou à ausência da enzima, o que prejudica a função mitocondrial e afeta principalmente os neurônios motores. A PEH77 é uma doença autossômica recessiva, o que significa que ambos os pais precisam ser portadores do gene mutado para que o filho desenvolva a doença.

## Sinais e Sintomas

Os sinais e sintomas da PEH77 podem variar de pessoa para pessoa, mas geralmente incluem:

* **Espasticidade:** Rigidez e tensão muscular nas pernas, dificultando o movimento.
* **Fraqueza muscular:** Diminuição da força muscular nas pernas.
* **Atraso nos marcos motores:** Dificuldade em alcançar habilidades motoras como sentar, engatinhar e andar na idade esperada.
* **Distúrbios da marcha:** Dificuldade em andar, com padrões de marcha anormais.
* **Hiperreflexia:** Reflexos exagerados.
* **Anormalidades musculares:** Incluindo fraqueza, hipotonia (baixo tônus muscular), tremor de intenção e amiotrofia (atrofia muscular).
* **Anormalidades oculares:** Como estrabismo (olhos desalinhados) e ptose (pálpebra caída).
* **Outros sintomas neurológicos:** Disartria (dificuldade na fala), convulsões e respostas plantares extensoras (sinal de Babinski).

## Diagnóstico

O diagnóstico da PEH77 geralmente envolve:

* **História clínica:** Avaliação dos sintomas e histórico familiar do paciente.
* **Exame físico:** Avaliação neurológica para identificar sinais de espasticidade, fraqueza muscular e outros problemas neurológicos.
* **Exames genéticos:** Testes genéticos para identificar mutações no gene *FARS2*. Este é o padrão-ouro para confirmar o diagnóstico.
* **Ressonância Magnética (RM) do cérebro e medula espinhal:** Para descartar outras causas de espasticidade.

## Tratamento e Acompanhamento

Atualmente, não há cura para a PEH77. O tratamento visa aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente. As opções de tratamento podem incluir:

* **Fisioterapia:** Para melhorar a força muscular, a flexibilidade e a coordenação.
* **Terapia ocupacional:** Para ajudar o paciente a realizar atividades diárias com mais facilidade.
* **Medicamentos:** Para controlar a espasticidade e outros sintomas.
* **Suporte:** Uso de órteses, andadores ou cadeiras de rodas para auxiliar na mobilidade.

O acompanhamento médico regular é importante para monitorar a progressão da doença e ajustar o tratamento conforme necessário.

## Qualidade de Vida e Apoio

Viver com PEH77 pode ser desafiador, mas existem maneiras de melhorar a qualidade de vida:

* **Adaptações:** Adapte a casa e o ambiente de trabalho para facilitar a mobilidade.
* **Alimentação:** Mantenha uma dieta saudável e equilibrada.
* **Sono:** Garanta um sono adequado e reparador.
* **Apoio emocional:** Busque apoio de familiares, amigos, terapeutas ou grupos de apoio.
* **Grupos de apoio:** Conecte-se com outras pessoas que vivem com PEH77 para compartilhar experiências e obter apoio mútuo.

## Pontos-Chave

* A PEH77 é uma doença rara que causa rigidez e fraqueza nas pernas.
* É causada por mutações no gene *FARS2*.
* Não há cura, mas o tratamento visa aliviar os sintomas.
* A fisioterapia e a terapia ocupacional são importantes para manter a mobilidade.
* O apoio emocional e os grupos de apoio podem ser muito úteis.
* O acompanhamento médico regular é essencial.

Como se transmite

Autossômica recessiva

Os dois pais precisam carregar a alteração. É mais comum quando há parentesco entre eles — vale registrar isso na sua história da família.

O que perguntar ao seu médico

  • Este diagnóstico é confirmado por exame ou é clínico?
  • Existe teste genético que confirme, e onde fazer?
  • Meus outros filhos ou parentes precisam ser investigados?
  • Qual especialista deve me acompanhar daqui em diante?
  • Existe tratamento específico, ou o cuidado é dos sintomas?
  • Tenho direito a algum medicamento pelo SUS?

Sinais e sintomas

espasticidade; fraqueza muscular; atraso nos marcos motores; distúrbios da marcha; hiperreflexia; hipotonia; tremor de intenção; amiotrofia; estrabismo; ptose; disartria; convulsões; respostas plantares extensoras

Caminhos de investigação

história clínica; exame físico neurológico; testes genéticos para o gene FARS2; ressonância magnética do cérebro e medula espinhal

Especialidades relacionadas

neurologia; genética médica; fisioterapia; terapia ocupacional