Ir direto para o conteúdo
IntegraRARAS
Aa Acessibilidade

Ajuste sua leitura

Entrar
Doenças

Agamaglobulinemia Autossômica Recessiva Tipo 3

Sobre a doença

# Agamaglobulinemia Autossômica Recessiva Tipo 3

A Agamaglobulinemia Autossômica Recessiva Tipo 3 é uma imunodeficiência primária rara na qual o corpo é incapaz de produzir anticorpos (imunoglobulinas) devido a um defeito genético. Isso resulta em uma extrema vulnerabilidade a infecções bacterianas.

## Visão Geral

Normalmente, o sistema imunológico produz anticorpos que combatem infecções. Na agamaglobulinemia autossômica recessiva tipo 3, um defeito no gene *CD79A* impede a maturação das células B, que são responsáveis pela produção de anticorpos. Sem anticorpos funcionais, o corpo fica suscetível a infecções recorrentes, principalmente bacterianas, afetando os pulmões, seios da face, ouvidos e pele. Essa condição impacta significativamente a qualidade de vida, exigindo tratamento contínuo para prevenir e controlar infecções.

**Sinônimos**: AGM3, Agamaglobulinemia Autossômica CD79A, Agamaglobulinemia Autossômica Recessiva devido a defeito em CD79A, Agamaglobulinemia Autossômica causada por mutação em CD79A.

## Causas e Mecanismos

A agamaglobulinemia autossômica recessiva tipo 3 é causada por mutações no gene *CD79A*. Este gene fornece instruções para a produção de uma proteína essencial para o desenvolvimento e função das células B. Mutações no *CD79A* impedem a produção de células B maduras e, consequentemente, a produção de anticorpos. A herança é autossômica recessiva, o que significa que ambos os pais devem ser portadores de uma cópia do gene mutado para que o filho desenvolva a doença.

## Sinais e Sintomas

Os principais sinais e sintomas incluem:

* **Infecções recorrentes:** Pneumonia, sinusite, otite média e infecções de pele são comuns.
* **Ausência ou níveis muito baixos de imunoglobulinas:** Níveis de IgG, IgA e IgM são drasticamente reduzidos ou indetectáveis.
* **Pequenas ou ausentes tonsilas (amígdalas):** Devido à falta de tecido linfoide.
* **Infecções oportunistas:** Em casos mais graves, podem ocorrer infecções por organismos incomuns.

## Diagnóstico

O diagnóstico geralmente envolve:

* **História clínica e exame físico:** Avaliação das infecções recorrentes e histórico familiar.
* **Dosagem de imunoglobulinas:** Níveis baixos ou ausentes de IgG, IgA e IgM.
* **Contagem de células B:** Ausência ou número muito reduzido de células B no sangue.
* **Teste genético:** Confirmação da mutação no gene *CD79A* (padrão-ouro). Este teste é crucial para confirmar o diagnóstico e diferenciar de outras formas de agamaglobulinemia.

## Tratamento e Acompanhamento

O tratamento visa prevenir e controlar infecções:

* **Terapia de reposição de imunoglobulinas:** Administração intravenosa ou subcutânea de imunoglobulinas para fornecer anticorpos ao organismo.
* **Antibióticos:** Uso de antibióticos para tratar infecções bacterianas.
* **Acompanhamento médico regular:** Monitoramento da resposta ao tratamento e prevenção de complicações.
* **Não há cura:** O tratamento é de suporte e visa melhorar a qualidade de vida.

## Qualidade de Vida e Apoio

* **Prevenção de infecções:** Evitar contato com pessoas doentes, manter a higiene pessoal e seguir as orientações médicas.
* **Alimentação:** Dieta equilibrada para fortalecer o sistema imunológico.
* **Sono:** Descanso adequado para promover a recuperação.
* **Apoio emocional:** Buscar apoio psicológico e participar de grupos de apoio para lidar com o impacto da doença.
* **Direitos:** Informar-se sobre direitos relacionados à saúde e benefícios sociais disponíveis.

## Pontos-Chave

* A Agamaglobulinemia Autossômica Recessiva Tipo 3 é uma imunodeficiência rara que impede a produção de anticorpos.
* É causada por mutações no gene *CD79A* e tem herança autossômica recessiva.
* Infecções recorrentes são o principal sintoma.
* O diagnóstico é confirmado por teste genético.
* O tratamento envolve terapia de reposição de imunoglobulinas e antibióticos.
* O acompanhamento médico regular é essencial para o controle da doença e melhora da qualidade de vida.

O que perguntar ao seu médico

  • Este diagnóstico é confirmado por exame ou é clínico?
  • Existe teste genético que confirme, e onde fazer?
  • Meus outros filhos ou parentes precisam ser investigados?
  • Qual especialista deve me acompanhar daqui em diante?
  • Existe tratamento específico, ou o cuidado é dos sintomas?
  • Tenho direito a algum medicamento pelo SUS?