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Doenças

Sindactilia Polidactilia Tipo 3

Sobre a doença

# Sindactilia Polidactilia Tipo 3

A Sindactilia Polidactilia Tipo 3 é uma condição genética rara caracterizada pela fusão (sindactilia) de dedos das mãos e/ou pés, combinada com a presença de dedos extras (polidactilia). Essa combinação de anomalias causa alterações na estrutura e função dos membros.

## Visão Geral

Em um desenvolvimento normal dos membros, os dedos se separam e adquirem sua forma individual. Na Sindactilia Polidactilia Tipo 3, esse processo é interrompido, resultando na fusão de alguns dedos e no desenvolvimento de dedos extras. Essa condição pode afetar a capacidade de realizar tarefas manuais finas e a marcha, dependendo da gravidade.
**Sinônimos**: SD2, Malik type, SD2c, SPD, Malik type, SPD3, synpolydactyly 3, synpolydactyly, Malik type.

## Causas e Mecanismos

A Sindactilia Polidactilia Tipo 3 é causada por mutações no gene *HOXD13*. Este gene desempenha um papel crucial no desenvolvimento dos membros durante a embriogênese. Mutações neste gene levam a uma interrupção na sinalização e diferenciação celular, resultando em anomalias nos dedos das mãos e dos pés. A condição é geralmente herdada de forma autossômica dominante, o que significa que apenas uma cópia do gene mutado é suficiente para causar a doença.

## Sinais e Sintomas

Os principais sinais e sintomas da Sindactilia Polidactilia Tipo 3 incluem:

* **Sindactilia:** Fusão de dois ou mais dedos das mãos ou pés. Geralmente, afeta o terceiro e quarto dedos.
* **Polidactilia:** Presença de dedos extras, geralmente no lado ulnar (dedo mínimo) da mão ou no lado tibial (dedo grande) do pé.
* **Deformidades ósseas:** Anormalidades na forma e estrutura dos ossos dos dedos.
* **Variação na gravidade:** A expressão da condição pode variar significativamente entre os indivíduos afetados, desde casos leves com sindactilia parcial até casos mais graves com polidactilia complexa.

## Diagnóstico

O diagnóstico da Sindactilia Polidactilia Tipo 3 geralmente envolve:

* **História clínica:** Avaliação detalhada da história familiar e do desenvolvimento do indivíduo.
* **Exame físico:** Inspeção visual e palpação dos membros afetados para identificar sindactilia e polidactilia.
* **Radiografias:** Exames de imagem para avaliar as estruturas ósseas e identificar deformidades.
* **Testes genéticos:** Análise do gene *HOXD13* para confirmar a presença de mutações causadoras da doença.

## Tratamento e Acompanhamento

O tratamento da Sindactilia Polidactilia Tipo 3 é principalmente cirúrgico e visa melhorar a função e a aparência dos membros afetados. As opções incluem:

* **Separação cirúrgica:** Procedimento para separar os dedos fundidos.
* **Remoção de dedos extras:** Excisão cirúrgica dos dedos adicionais.
* **Reconstrução óssea:** Correção de deformidades ósseas para melhorar a função e a estética.
* **Fisioterapia:** Reabilitação para melhorar a força, a amplitude de movimento e a coordenação.

O acompanhamento regular com uma equipe multidisciplinar, incluindo cirurgiões ortopédicos, geneticistas e fisioterapeutas, é essencial para otimizar os resultados e garantir o bem-estar do paciente.

## Qualidade de Vida e Apoio

Viver com Sindactilia Polidactilia Tipo 3 pode apresentar desafios físicos e emocionais. Adaptações no estilo de vida, como o uso de calçados e luvas adaptadas, podem facilitar as atividades diárias. O apoio emocional de familiares, amigos e grupos de apoio é fundamental para lidar com o impacto da condição. É importante buscar aconselhamento genético para entender os riscos de recorrência e as opções de planejamento familiar.

## Pontos-Chave

* A Sindactilia Polidactilia Tipo 3 é uma condição genética rara que afeta o desenvolvimento dos dedos das mãos e dos pés.
* É causada por mutações no gene *HOXD13*.
* O tratamento é principalmente cirúrgico e visa melhorar a função e a aparência dos membros afetados.
* O acompanhamento multidisciplinar é essencial para otimizar os resultados.
* O apoio emocional e adaptações no estilo de vida podem melhorar a qualidade de vida.
* A condição não tem cura, mas o tratamento adequado pode melhorar significativamente a função e a qualidade de vida.

O que perguntar ao seu médico

  • Este diagnóstico é confirmado por exame ou é clínico?
  • Existe teste genético que confirme, e onde fazer?
  • Meus outros filhos ou parentes precisam ser investigados?
  • Qual especialista deve me acompanhar daqui em diante?
  • Existe tratamento específico, ou o cuidado é dos sintomas?
  • Tenho direito a algum medicamento pelo SUS?