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Doenças

Paraplegia Espástica Hereditária 45

Em palavras simples

A Paraplegia Espástica Hereditária 45 (PEH45) é uma doença genética rara caracterizada pela degeneração progressiva das células nervosas da medula espinhal. Manifesta-se principalmente por rigidez muscular (espasticidade) e fraqueza nas pernas, resultando em dificuldades de locomoção e marcha anormal. A condição é causada por mutações no gene NT5C2, que afetam o metabolismo de nucleotídeos. O diagnóstico é confirmado por testes genéticos e o tratamento é focado no alívio dos sintomas através de fisioterapia, uso de órteses e acompanhamento multidisciplinar para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Sobre a doença

# Paraplegia Espástica Hereditária 45

A Paraplegia Espástica Hereditária 45 (PEH45) é uma doença rara que afeta o sistema nervoso, causando rigidez e fraqueza progressivas nas pernas. Essa condição dificulta a mobilidade e pode impactar significativamente a qualidade de vida.

## Visão Geral

Em indivíduos saudáveis, os nervos transmitem sinais do cérebro para os músculos, permitindo o movimento. Na PEH45, essa comunicação é interrompida, levando à espasticidade (rigidez muscular) e fraqueza nas pernas. Isso resulta em dificuldades para andar, manter o equilíbrio e realizar atividades diárias.

**Sinônimos:** Paraplegia Espástica Complexa Autossômica Recessiva NT5C2 | SPG45 | SPG65 | Paraplegia Espástica Complexa Autossômica Recessiva causada por mutação em NT5C2 | Paraplegia Espástica Autossômica Recessiva 45 | Paraplegia Espástica Autossômica Recessiva Tipo 45 | Paraplegia Espástica Autossômica Recessiva Tipo 65 | Paraplegia Espástica Hereditária Tipo 45 | Paraplegia Espástica 45, Autossômica Recessiva.

## Causas e Mecanismos

A PEH45 é causada por mutações no gene *NT5C2*. Este gene fornece instruções para a produção de uma enzima que desempenha um papel importante no metabolismo de nucleotídeos. Mutações neste gene levam à produção de uma enzima não funcional ou em quantidade insuficiente. A disfunção dessa enzima afeta o funcionamento normal das células nervosas da medula espinhal, resultando na paraplegia espástica.

A PEH45 é herdada de forma autossômica recessiva, o que significa que ambos os pais devem ser portadores da mutação genética para que o filho desenvolva a doença.

## Sinais e Sintomas

Os sintomas da PEH45 geralmente começam na infância e podem variar em gravidade. Os principais sintomas incluem:

* **Espasticidade:** Rigidez e tensão muscular nas pernas, dificultando o movimento.
* **Fraqueza muscular:** Dificuldade em mover as pernas e pés.
* **Marcha anormal:** Dificuldade em andar, com passos rígidos e descoordenados.
* **Reflexos tendinosos profundos aumentados:** Respostas exageradas aos testes de reflexo.
* **Resposta plantar extensora:** Sinal de Babinski positivo (dedo grande do pé se move para cima quando a sola do pé é estimulada).
* **Deficiência intelectual:** Em alguns casos, pode haver comprometimento cognitivo.
* **Outros sinais:** Contratura nas pernas, amiotrofia (perda de massa muscular), pé torto e atrofia óptica também foram relatados.

## Diagnóstico

O diagnóstico da PEH45 geralmente envolve:

* **História clínica:** Avaliação dos sintomas e histórico familiar.
* **Exame físico:** Avaliação neurológica para verificar espasticidade, fraqueza muscular e reflexos.
* **Exames genéticos:** Testes para identificar mutações no gene *NT5C2*. Este é o padrão-ouro para confirmar o diagnóstico.
* **Ressonância magnética (RM) da medula espinhal:** Para descartar outras causas de paraplegia espástica.

## Tratamento e Acompanhamento

Não há cura para a PEH45. O tratamento visa aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. As opções de tratamento podem incluir:

* **Fisioterapia:** Para melhorar a força muscular, flexibilidade e coordenação.
* **Medicamentos:** Para reduzir a espasticidade e a dor.
* **Órteses:** Para auxiliar na marcha e no suporte dos pés e tornozelos.
* **Terapia ocupacional:** Para ajudar a adaptar as atividades diárias e melhorar a independência.
* **Acompanhamento regular:** Com neurologista, fisioterapeuta e outros profissionais de saúde para monitorar a progressão da doença e ajustar o tratamento conforme necessário.

## Qualidade de Vida e Apoio

Viver com PEH45 pode ser desafiador, mas existem maneiras de melhorar a qualidade de vida:

* **Adaptações em casa:** Para facilitar a mobilidade, como barras de apoio, rampas e elevadores.
* **Alimentação saudável:** Para manter a força muscular e a saúde geral.
* **Sono adequado:** Para reduzir a fadiga e melhorar o bem-estar.
* **Apoio emocional:** Buscar apoio de familiares, amigos e grupos de apoio.
* **Direitos:** Informar-se sobre os direitos das pessoas com deficiência e os recursos disponíveis.

## Pontos-Chave

* A PEH45 é uma doença rara que causa rigidez e fraqueza nas pernas.
* É causada por mutações no gene *NT5C2*.
* Não há cura, mas o tratamento pode ajudar a aliviar os sintomas.
* O diagnóstico é feito por meio de exame clínico e testes genéticos.
* O apoio emocional e as adaptações podem melhorar a qualidade de vida.
* O acompanhamento médico regular é fundamental para monitorar a progressão da doença.

Como se transmite

Autossômica recessiva

Os dois pais precisam carregar a alteração. É mais comum quando há parentesco entre eles — vale registrar isso na sua história da família.

O que perguntar ao seu médico

  • Este diagnóstico é confirmado por exame ou é clínico?
  • Existe teste genético que confirme, e onde fazer?
  • Meus outros filhos ou parentes precisam ser investigados?
  • Qual especialista deve me acompanhar daqui em diante?
  • Existe tratamento específico, ou o cuidado é dos sintomas?
  • Tenho direito a algum medicamento pelo SUS?

Sinais e sintomas

espasticidade; fraqueza muscular; marcha anormal; reflexos tendinosos profundos aumentados; sinal de Babinski positivo; deficiência intelectual; contratura nas pernas; amiotrofia; pé torto; atrofia óptica

Caminhos de investigação

história clínica; exame físico neurológico; testes genéticos para mutações no gene NT5C2; ressonância magnética da medula espinhal

Especialidades relacionadas

neurologia; genética médica; fisioterapia; terapia ocupacional