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Doenças

Paraplegia Espástica Hereditária Tipo 35

Em palavras simples

A Paraplegia Espástica Hereditária Tipo 35 (PEH35) é uma doença neurológica rara caracterizada pela degeneração progressiva das vias nervosas que controlam os movimentos. Causada por mutações no gene FA2H, resulta em rigidez muscular (espasticidade) e fraqueza, principalmente nas pernas. A condição pode apresentar sintomas adicionais como distonia, dificuldades na fala, declínio cognitivo e alterações visuais. O diagnóstico é confirmado por testes genéticos e o tratamento é focado no manejo dos sintomas através de fisioterapia, terapia ocupacional e suporte medicamentoso para melhorar a qualidade de vida.

Sobre a doença

# Paraplegia Espástica Hereditária Tipo 35

A Paraplegia Espástica Hereditária Tipo 35 (PEH35) é uma doença rara que afeta o sistema nervoso, levando à rigidez e fraqueza progressiva das pernas. Essa condição resulta de um mau funcionamento de certas células nervosas, dificultando a movimentação e coordenação.

## Visão Geral

Normalmente, o cérebro envia sinais através da medula espinhal para os músculos, permitindo o movimento. Na PEH35, esse processo é interrompido devido a problemas nas vias nervosas que controlam os movimentos das pernas e, às vezes, dos braços. Isso causa espasticidade (rigidez muscular) e fraqueza, impactando a capacidade de andar, manter o equilíbrio e realizar atividades cotidianas. Além disso, outras funções neurológicas podem ser afetadas.

**Sinônimos**: FA2H paraplegia espástica hereditária, SPG35, paraplegia espástica autossômica recessiva 35, paraplegia espástica autossômica recessiva tipo 35, paraplegia espástica hereditária causada por mutação em FA2H, leucodistrofia, desmielinizante e paraparesia espástica com ou sem distonia.

## Causas e Mecanismos

A PEH35 é causada por mutações no gene *FA2H*. Este gene é responsável por produzir uma enzima que desempenha um papel crucial na produção de esfingolipídeos, componentes importantes das membranas celulares, particularmente nas células nervosas. Quando o gene *FA2H* está defeituoso, a produção dessa enzima é comprometida, levando a um acúmulo de substâncias anormais e à disfunção das células nervosas.

Esta disfunção afeta principalmente os neurônios motores superiores, que são responsáveis por transmitir sinais do cérebro para a medula espinhal. A perda ou mau funcionamento desses neurônios leva à espasticidade e fraqueza características da PEH35. A doença é autossômica recessiva, o que significa que ambos os pais precisam ser portadores da mutação para que o filho desenvolva a condição.

## Sinais e Sintomas

Os sinais e sintomas da PEH35 podem variar de pessoa para pessoa, mas geralmente incluem:

* **Espasticidade:** Rigidez muscular, principalmente nas pernas, dificultando o movimento.
* **Hiperreflexia:** Reflexos exagerados.
* **Respostas plantares extensoras:** Sinal de Babinski positivo (o dedão do pé se move para cima quando a sola do pé é estimulada).
* **Disartria:** Dificuldade na fala.
* **Distonia:** Contração muscular involuntária, causando movimentos repetitivos ou posturas anormais.
* **Declínio cognitivo leve:** Dificuldade de concentração e memória.
* **Características extrapiramidais:** Problemas de movimento semelhantes aos observados na doença de Parkinson.
* **Atrofia óptica:** Danos ao nervo óptico, afetando a visão.
* **Convulsões:** Crises epilépticas.

## Diagnóstico

O diagnóstico da PEH35 geralmente envolve uma combinação de:

* **História Clínica:** Avaliação dos sintomas e histórico familiar.
* **Exame Físico:** Avaliação neurológica para identificar sinais de espasticidade, hiperreflexia e outros sintomas.
* **Ressonância Magnética Cerebral (RM):** Para identificar anormalidades na substância branca do cérebro e acúmulo de ferro.
* **Testes Genéticos:** Análise do gene *FA2H* para identificar mutações. Este é o padrão-ouro para confirmar o diagnóstico.

## Tratamento e Acompanhamento

Atualmente, não há cura para a PEH35. O tratamento visa aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. As opções incluem:

* **Fisioterapia:** Para melhorar a força muscular, flexibilidade e coordenação.
* **Medicamentos:** Para reduzir a espasticidade, controlar a dor e prevenir convulsões.
* **Terapia ocupacional:** Para ajudar com atividades da vida diária.
* **Acompanhamento neurológico regular:** Para monitorar a progressão da doença e ajustar o tratamento conforme necessário.
* **Suporte psicológico:** Para lidar com os desafios emocionais da doença.

## Qualidade de Vida e Apoio

Viver com PEH35 pode ser desafiador, mas existem várias maneiras de melhorar a qualidade de vida:

* **Adaptações em casa:** Para facilitar a movimentação e prevenir quedas.
* **Alimentação saudável:** Para manter a saúde geral e a energia.
* **Sono adequado:** Para reduzir a fadiga.
* **Grupos de apoio:** Para compartilhar experiências e obter apoio emocional.
* **Acesso a recursos:** Informar-se sobre os direitos e recursos disponíveis para pessoas com deficiência.

## Pontos-Chave

* A PEH35 é uma doença rara que causa rigidez e fraqueza nas pernas.
* É causada por mutações no gene *FA2H*.
* O diagnóstico envolve história clínica, exame físico, RM cerebral e testes genéticos.
* Não há cura, mas o tratamento visa aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.
* Fisioterapia,

Como se transmite

Autossômica recessiva

Os dois pais precisam carregar a alteração. É mais comum quando há parentesco entre eles — vale registrar isso na sua história da família.

O que perguntar ao seu médico

  • Este diagnóstico é confirmado por exame ou é clínico?
  • Existe teste genético que confirme, e onde fazer?
  • Meus outros filhos ou parentes precisam ser investigados?
  • Qual especialista deve me acompanhar daqui em diante?
  • Existe tratamento específico, ou o cuidado é dos sintomas?
  • Tenho direito a algum medicamento pelo SUS?

Sinais e sintomas

espasticidade; fraqueza muscular; hiperreflexia; sinal de Babinski positivo; disartria; distonia; declínio cognitivo leve; características extrapiramidais; atrofia óptica; convulsões

Caminhos de investigação

história clínica; exame físico neurológico; ressonância magnética cerebral; testes genéticos do gene FA2H

Especialidades relacionadas

neurologia; genética médica; fisioterapia; terapia ocupacional