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Doenças

Fragilidade Óssea com Contraturas, Ruptura Arterial e Surdez

Em palavras simples

A fragilidade óssea com contraturas, ruptura arterial e surdez é uma doença genética rara causada por mutações no gene PLOD3, que resulta na deficiência da enzima lisil hidroxilase 3 (LH3). Essa enzima é essencial para a modificação do colágeno, comprometendo a integridade do tecido conjuntivo. A condição manifesta-se através de anormalidades esqueléticas, oculares e cutâneas, além de surdez neurossensorial, contraturas articulares e risco de rupturas vasculares. O tratamento é focado no manejo dos sintomas e na prevenção de complicações através de acompanhamento multidisciplinar.

Sobre a doença

# Fragilidade Óssea com Contraturas, Ruptura Arterial e Surdez

Doença genética rara causada pela deficiência da atividade da lisil hidroxilase 3 (LH3). Caracteriza-se pelo envolvimento de múltiplos tecidos e órgãos, incluindo anormalidades esqueléticas, oculares e cutâneas.

## Visão Geral

O processo fisiológico normal envolve a ação da lisil hidroxilase 3 (LH3), uma enzima crucial na modificação do colágeno, uma proteína essencial para a integridade de diversos tecidos. Na fragilidade óssea com contraturas, ruptura arterial e surdez, a deficiência de LH3 compromete a estrutura e a função do colágeno, levando a fragilidade óssea, contraturas articulares, problemas vasculares e auditivos. Essa condição impacta significativamente a vida cotidiana, limitando a mobilidade, a visão, a audição e aumentando o risco de complicações vasculares.

**Sinônimos**: Deficiência de LH3, síndrome da fragilidade óssea com contraturas, ruptura arterial e surdez, distúrbio do tecido conjuntivo devido à deficiência de LH3, distúrbio do tecido conjuntivo devido à deficiência de lisil hidroxilase-3, deficiência de lisil hidroxilase 3.

## Causas e Mecanismos

A fragilidade óssea com contraturas, ruptura arterial e surdez é causada por mutações no gene *PLOD3*, que codifica a enzima lisil hidroxilase 3 (LH3). Essa enzima é fundamental para a hidroxilação da lisina no colágeno, um processo essencial para a estabilidade e a resistência do tecido conjuntivo. A deficiência de LH3 compromete a estrutura do colágeno, tornando os tecidos mais frágeis e suscetíveis a danos. A condição é herdada de forma autossômica recessiva, o que significa que ambos os pais devem ser portadores da mutação para que o filho desenvolva a doença.

## Sinais e Sintomas

Os sinais e sintomas da fragilidade óssea com contraturas, ruptura arterial e surdez podem variar, mas geralmente incluem:

* **Anormalidades esqueléticas:** Pé torto, escoliose progressiva, osteopenia e fraturas patológicas.
* **Envolvimento ocular:** Retinas planas, miopia e cataratas.
* **Anomalias de cabelo, unhas e pele:** Cabelo áspero e com distribuição anormal, bolhas na pele, redução das pregas palmares e unhas hipoplásicas.
* **Retardo de crescimento intrauterino.**
* **Dismorfismo facial:** Perfil facial plano, orelhas de implantação baixa, órbitas rasas, nariz curto e arrebitado, cantos da boca voltados para baixo.
* **Contraturas de flexão articular.**
* **Atraso no crescimento e desenvolvimento.**
* **Surdez neurossensorial bilateral.**
* **Diafragma frágil.**
* **Rupturas vasculares espontâneas (início tardio).**

## Diagnóstico

O diagnóstico da fragilidade óssea com contraturas, ruptura arterial e surdez geralmente envolve:

* **História clínica e exame físico:** Avaliação dos sinais e sintomas apresentados pelo paciente, histórico familiar e exame físico detalhado.
* **Exames de imagem:** Radiografias para avaliar a densidade óssea e a presença de fraturas, além de outros exames para avaliar a extensão das anormalidades esqueléticas.
* **Testes genéticos:** Análise do gene *PLOD3* para identificar mutações causadoras da doença. Este é o padrão-ouro para confirmação.
* **Biópsia de pele:** Pode ser utilizada para avaliar a estrutura do colágeno.

## Tratamento e Acompanhamento

Não há cura para a fragilidade óssea com contraturas, ruptura arterial e surdez. O tratamento visa aliviar os sintomas e prevenir complicações. As opções de tratamento podem incluir:

* **Fisioterapia:** Para melhorar a mobilidade e fortalecer os músculos.
* **Órteses e dispositivos de auxílio:** Para auxiliar na locomoção e prevenir deformidades.
* **Medicamentos:** Para controlar a dor e fortalecer os ossos (bifosfonatos, por exemplo).
* **Cirurgia:** Para corrigir deformidades esqueléticas ou reparar rupturas vasculares.
* **Acompanhamento multidisciplinar:** Envolve médicos geneticistas, ortopedistas, oftalmologistas, otorrinolaringologistas, fisioterapeutas e outros profissionais de saúde.

O acompanhamento regular é essencial para monitorar a progressão da doença e ajustar o tratamento conforme necessário.

## Qualidade de Vida e Apoio

A fragilidade óssea com contraturas, ruptura arterial e surdez pode ter um impacto significativo na qualidade de vida. Algumas dicas para melhorar a qualidade de vida incluem:

* **Adaptação do ambiente:** Modificar a casa para facilitar a mobilidade e prevenir quedas.
* **Alimentação saudável:** Consumir uma dieta rica em cálcio e vitamina D para fortalecer os ossos.
* **Sono adequado:** Dormir o suficiente para promover a recuperação e reduzir a fadiga.
* **Apoio emocional:** Buscar apoio de familiares, amigos e grupos de apoio.
* **Conhecer seus direitos:** Inform

Como se transmite

Autossômica recessiva

Os dois pais precisam carregar a alteração. É mais comum quando há parentesco entre eles — vale registrar isso na sua história da família.

O que perguntar ao seu médico

  • Este diagnóstico é confirmado por exame ou é clínico?
  • Existe teste genético que confirme, e onde fazer?
  • Meus outros filhos ou parentes precisam ser investigados?
  • Qual especialista deve me acompanhar daqui em diante?
  • Existe tratamento específico, ou o cuidado é dos sintomas?
  • Tenho direito a algum medicamento pelo SUS?

Sinais e sintomas

pé torto; escoliose progressiva; osteopenia; fraturas patológicas; retinas planas; miopia; cataratas; cabelo áspero; bolhas na pele; redução das pregas palmares; unhas hipoplásicas; retardo de crescimento intrauterino; perfil facial plano; orelhas de implantação baixa; órbitas rasas; nariz curto e arrebitado; cantos da boca voltados para baixo; contraturas de flexão articular; atraso no crescimento e desenvolvimento; surdez neurossensorial bilateral; diafragma frágil; rupturas vasculares espontâneas

Caminhos de investigação

história clínica; exame físico; radiografias; testes genéticos (gene PLOD3); biópsia de pele

Especialidades relacionadas

genética médica; ortopedia; oftalmologia; otorrinolaringologia; fisioterapia